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13 de set de 2009

Palestra de Rina Dalence


Aconteceu na última sexta-feira, dia 11/09, na sede da ASBART, a palestra da Artista plástica e Arteterapeuta Junguiana RINA DALENCE, boliviana, erradicada na Bahia há vinte anos, sob o tema : Mandala como Símbolo.

Atendimento arteterapeutico a estudantes de Arteterapia inscritos na ASBART (Associação Baiana de Arteterapia)




Atenção!


Esta tabela já está defasada (em 2011) e os atendimentos são acertados com os profissionais que se dispõem a fazer um preço diferenciado para os estudantes associados.


2 de ago de 2009

Análise da Neurobiologia: Estudo Experimental “Arteterapia” em Idosos com Alzheimer.


[1]Baptista, Maria Suzete Brito
[2]Fernandes, Lêda C. Brito dos Santos

A referida pesquisa tem como objectivo investigar a relação entre Neurobiologia, criação artística, demência e autonomia, com enfoque particular nas perdas cognitivas e no comprometimento da memória. A doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa progressiva que provoca demência, comprometendo, ao longo de sua lenta evolução, a autonomia dos pacientes. A pesquisa reuniu 15 pessoas com 60 ou mais anos, da Universidade Sénior Albicastrense - USALBI, no ano de 2006. Que tinham problemas de memória, embora não apresentassem um quadro de demência - foram seleccionados aleatoriamente para seguir um programa de actividades artísticas durante 12 semanas. A questão que direcciona a pesquisa é: Como produzem, criam e interpretam os idosos e suas produções artísticas na Universidade Sénior? Os sujeitos foram encorajados a fazerem, produções artísticas como aliado da função cognitiva. Discutiu-se também como factores mediadores a importância da Arteterapia, criação artística e o uso racional dos instrumentos de rastreio cognitivo e avaliação funcional da autonomia dos idosos acometidos.

Palavras-chave: Neurobiologia, criação artística, doença de Alzheimer, qualidade de vida, memória.



Neurobiology analysis: Experimental Study “Art therapy ” in olders with Alzheimer’s


Abstract

The preview research aims the connection between neurobiology, artistic creation, dementia and autonomy, focusing on particular cognitive loss and its affection on memory. Alzheimer’s disease is a progressive neurodegenerative illness that causes dementia, affecting, through its slow evolution, patients’ autonomy.
The research reunited 15 people, sixty years or more of the University Senior of Albicastrense- USALBI, in 2006; Who have memory problems, although they didn’t seem to have a table of dementia – they were randomly selected to follow the program with some artistic activities during 12 weeks. The question which leads to the research is: How can the University Senior follow and interpret the old people and their artistic productions? Participants were encouraged to make artistic productions as an ally to the cognitive function. It was discussed the influences of art importance, artistic creation, the rational use of the screening cognitive instruments and the functional evaluation of old people’s autonomy.

Keywords: Neurobiology, Artistic creation, Alzheimer´s disease, life quality, memory.

[1] Especialista em Arteterapia pela Faculdade Integrada da Bahia-FIB , Artista Plástica, Licenciada em Artes (hab.Educação Artística) pela UCSAL – Universidade Católica do Salvador. E-mail baptista.suzeteb@gmail.com.
[2] Mestranda em Psicologia da Universidade de Lisboa – FPCE-UL, Especialista em Metodologia do Ensino Superior no Centro de Pós Graduação Olga Metting – CEPOM e Pedagoga na Faculdade de Educaçao na Bahia – FEBA. E-mail leda.britto@gmail.com.

* Poster apresentado em 25-28 de março de 2009 no Congresso Internacional CADIN – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil - “ Perturbações do Desenvolvimento, da Infância à Idade Adulta (realizado em Cascais no Centro do Congresso do Estoril – Portugal).


27 de mai de 2009

ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA






Saiba quem faz parte da nova diretoria da ASBART, eleita no dia 13/04/2009, mandato 2009/2010.

Presidente:

Gracia Gonçalves / Jornalista / Arteterapeuta formada pela FIB em 2001

Vice Presidente:

Silvana Mendes – Artista Plástica / Arteterapeuta formada pela UCSAL em 2004

1ª Secretária

Claudia Opa –Arte-educadora/Arteterapeuta formada pelo NARTE 2001 e UCAM 2004

2ª Secretária

Ivana Vaz – Artista Plástica / Arteterapeuta formada pela FIB em 2001.

1º Tesoureiro

Geraldo Barreto - Artista Plástico / Arteterapeuta formado pela FIB em 2001.

2º Tesoureiro

Sonia Matos – Pedagoga / Arteterapeuta formada pela UCSAL em 2004

Conselho Fiscal

Lucivone Carpintero

Tânia França

Raquel Sales

Suplente

Délia Tomaz

Celeste Carneiro

Manoelita Bavosa

INTENÇÕES DESTE MANDATO

Ações de consolidação e ampliação da ASBART

1) Ampliação do quadro de sócios;

2) Aproximação com novos parceiros institucionais;

3) Formação de grupo de estudos;

4) Constituição de espaço físico permanente. Disponibilizar espaço para atendimento a clientes, pelos associados, mediante aluguel módico;

5) Incentivo aos associados de apresentação de trabalhos técnicos em eventos no Estado da Bahia ou fora dele;

6) Realização de ciclo de oficinas aberto ao público;

7) Trabalhar com vistas a sediar o Congresso de Arteterapia na Bahia.

TAXA ANUAL DA ASSOCIAÇÃO

Anuidade 2009

Sócio profissional - R$ 125,40 - com 5% desconto até 15 de junho (R$ 119,13) ou 2 X R$ 65,00 (10 de junho/julho)

Sócio estudante - R$ 62,70 - até 15 de junho

COMO PAGAR

ASSOCIAÇÃO BAIANA DE ARTETERAPIA

CNPJ 08.413.934/0001-67

Banco Bradesco Conta Corrente : 58.782-6 Agência.: 592-4

O que é Arteterapia

A Arte “em” e “como” terapia

O uso da arte como recurso expressivo remonta aos tempos primordiais, quando os hieróglifos, os rituais e as mímicas representavam formas de comunicação do homem com o mundo interno e externo. A Arteterapia, prática que propõe a utilização de recursos artísticos como ferramentas de um processo terapêutico, surgiu de forma sistematizada em 1941 nos EUA. Apresenta-se como um novo modelo investigativo da psique humana que vem crescendo e ganhando espaço na área de saúde e desenvolvimento humano. A partir do estímulo ao potencial criativo inerente a todo indivíduo, e do resgate da “criança adormecida” e do lúdico em nossas vidas, surgem novas formas de expressão dos questionamentos íntimos, das angústias, dores e medos.
Partilhando da visão poética de Boechat (apud URRUTIGARAY, 2003), um dos propósitos da Arteterapia é a libertação das mãos, criativas e criadoras, aprisionadas no ocidente em função de uma cultura cerebral, industrial e tecnológica. Qual a última vez que você desenhou, colou, pintou ou brincou com barro? A Arteterapia se predispõe a resgatar a liberdade criativa das mãos e recuperar atividades esquecidas ao longo da nossa formação.
Através do desenho, pintura, colagem, modelagem, poesia, contos, dança, teatro etc, e da reflexão em torno do que é produzido, os conflitos internos passam a ganhar forma, sendo configurados, confrontados e integrados, agora de forma consciente. Como bem nos lembrou Toquinho numa de suas canções (“Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel, num instante imagino...”), o contato com tintas, cores, barro, música, dentre outros materiais de trabalho, desperta no cliente estímulos sensoriais que favorecem o aparecimento de imagens carregadas de significados subjetivos. Alguns desses estímulos nos remetem a lembranças e memórias afetivas, nos fazendo entrar em contato com a nossa história e com nossos sentimentos mais profundos. Essas imagens, emoções e conteúdos emergentes são então discutidos e analisados, possibilitando uma melhor elaboração por parte do indivíduo. A materialização de imagens simbólicas permite o confronto e a conseqüente atribuição de significado às informações oriundas de níveis mais profundos e desconhecidos da psique. Transformando materiais, possibilita-se uma transformação no nível psíquico. Criando formas e corporificando símbolos, o indivíduo se recria, reconstruindo a sua relação consigo mesmo e com o mundo.
Você pode estar se dizendo: “Mas eu não sei nem pegar num pincel e desenho da mesma forma desde os meus 10 anos!!!”. Nenhum problema quanto a isso! Habilidades técnicas nos são bem menos preciosas que a predisposição a entregar-se na jornada do desvelar a si mesmo. Fundamental para nós é a expressão do subjetivo, o diálogo interno e a desmistificação de conteúdos e símbolos inconscientes que tendem a nos assustar ou paralisar. A arte aqui é entendida como meio de expressão e não cabe abordar questões de ordem acadêmica ou plástica. O valor simbólico da produção artística, na visão da Arteterapia, precede o seu valor estético.
Esse novo modelo terapêutico vem encontrando receptividade e espaço em diversas áreas de atuação: hospitalar, escolar, clínica, organizacional, comunitária, ONG, CAPS, dentre outras. Apesar de essa prática ter se expandido inicialmente na área de saúde mental, a sua utilização não se restringe a um público específico. Todos, não importa a idade, podem se favorecer com o despertar de potencialidades, o acesso às imagens do inconsciente e a possibilidade de ressignificar as experiências vividas, benefícios básicos da prática da Arteterapia. Trata-se de um convite ao autoconhecimento através de um caminho lúdico, criativo e prazeroso. Além disso, muitas vezes, torna-se mais fácil pintar uma angústia ou um trauma que falar sobre eles...

“Se cada dia cai, dentro de cada noite, há um poço onde a claridade está presa.
Há que sentar-se na beira do poço da sombra e pescar luz caída com paciência.”
(Pablo Neruda)
Sinta-se convidado, enquanto indivíduo em ação, a “pescar” sua “luz caída” através desse universo de cores, símbolos e descobertas, permitindo que a claridade revelada pelas suas próprias mãos possa trazer um sentido ainda maior à sua história de vida.

Carla Maciel é psicóloga (UFBA), psicoterapeuta junguiana (IJBA)) e especialista em Arteterapia pela Universidade Denis Diderot Paris VII – França. Atualmente é professora, supervisora e coordenadora da Pós-Graduação em Arteterapia Junguiana do Instituto Junguiano da Bahia.